domingo, 9 de outubro de 2011

ORGULHO FARRAPO


Autor: Adenir Paz


Sou feliz, nasci Gaúcho,
Deus me deu este regalo,
sou briguento que nem galo
peleando no rinhedeiro,
sou pachola, sou faceiro,
sou bagual, não tenho encilha,
sou livre, sou farroupilha,
pra lutar fui um guerreiro.

Sou xucro, criado guaxo,
falquejado em coronilha,
fui cincerro de tropiada
de um tempo maula e aragano.

Sou alçado, não tenho dono,
meu andar ninguém maneia,
sou noite de lua cheia
vigiando, não tenho sono.

Meu grito é retumbar de legüero
chamando e atiçando a tropa.

Meu destino é quem galopa
nas patas da evolução,
sou raiz, sou tradição
de um passado de glórias,
fui revolução, sou história
lutando por este chão.

Eu demarquei as fronteiras,
da República Riograndense,
o Rio Grande me pertence,
eu lutei para este fim,
fui tambor e fui clarim
nos fervores de uma guerra.

Eu sou filho desta terra,
fui Farrapo e sou assim.

Sou bandeira que esvoaça
guarnecendo esta querência.

Me ajoelho em reverência
ao meu pendão desfraldado,
verde, amarelo, encarnado,
tem força de Liberdade,
Igualdade e Humanidade,
símbolo de que fui marcado.

Ser livre, este é o sentimento
que trago neste peito guardado,
e que só fica rebelado
quando a justiça se afasta.

Gaudério, ninguém me castra,
sou taura e sou índio macho,
envergo mas não me agacho.
SOU  GAÚCHO  E  ISTO  ME  BASTA !

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